FIES: veja o que mudou para 2016

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O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) passou por momentos de tensão em 2015. Desde sua criação, o foco é proporcionar aos universitários condições de cursar a graduação.

Com isso, parte da responsabilidade é do Governo, que financia as mensalidades em faculdades. E com as alterações impostas ainda neste ano, o FIES de 2016 terá algumas novidades.

O que muda no FIES 2016?

Entre as principais mudanças impostas pelo Ministério da Educação (MEC) está a obrigatoriedade de o aluno ter obtido nota mínima de 450 no ENEM e não ter zerado a redação. Anteriormente, era exigido apenas que o aluno tivesse realizado o exame.

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fies 2016

Outra mudança está relacionada à renda familiar. Até então, o MEC exigia até 20 salários mínimos. A partir de 2016, o limite per capita é de 2,5 salários mínimos.

Além disso, o FIES do próximo ano dará prioridade para alguns cursos e regiões do Brasil. Engenharias, formação de professores e saúde são cursos prioritários. O que até então não existia, tudo era nivelado.

E as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste passarão a ter prioridade. Ou seja, se você é aluno dessas áreas e deseja ingressar na faculdade, o caminho estará mais curto.

FIES 2016 – Critérios de pagamento

As mudanças do FIES não se restringem ao que foi dito no parágrafo anterior. O prazo de pagamento do financiamento passa a ser de três vezes a duração do curso. A regra anterior estimava que até 2010 seria de duas vezes.

E o que tem incomodado os universitários é o de a faculdade oferecer descontos de até 5%. A regra das edições passadas possibilitava ao estudante pagar a mensalidade mais barata na instituição de ensino.

Desempate

Por fim, o MEC também anunciou mudanças nos critérios de desempate para o ingresso no FIES. Quem obtiver a nota mais alta na redação e nas provas de Linguagens e Tecnologias terá vantagem sobre os demais concorrentes.

FIES – Saiba mais

O programa de financiamento estudantil foi criado em 1999 no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas somente com Lula a entrada para o FIES foi ampliada. Já no governo Dilma Rousseff, o financiamento atingiu a marca de 24%.

O FIES é diferente do PROUNI (Programa Universidade para Todos). Enquanto este atua apenas dando bolsas integrais ou parciais, o FIES permite o financiamento integral do curso. A quitação da dívida do estudante será feita após a conclusão da graduação.

O financiamento é feito pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Todo o processo é realizado a internet – o que neste ano causou problemas para os estudantes. Muitos não conseguiram renovar o contrato e acabaram perdendo a ajuda do governo.

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As mudanças impostas pelo MEC são motivadas pela crise econômica. Os cortes sofridos pela Caixa afetaram diretamente a educação e habitação, carros-chefes.

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